Bota Rota

Saudações trekkianas,

Bota Rota é o nome de um pequeno grupo de trekking que desde 2001 percorre vários espaços naturais só para contemplar o que melhor nos dá a Mãe-Natureza: os animais, as plantas, as paisagens, o silêncio e a camaradagem (aproveitamos e damos algum descanso às nossas cara-metade).

Para além da sensibilização para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade, este espaço pretende ser uma exteriorização desses momentos vividos pelos elementos que compõem o Bota Rota.

Aqui, podem ler, contemplar e rir das nossas pequenas aventuras, através dos textos e das fotos que, a muito custo, trazemos para casa, pois após grandes distâncias percorridas, até as fotos pesam!

Como ainda não somos profissionais, as nossas actividades são poucas, pequenas e vagarosas. Portanto, não pensem que estão num blog de grandes montanhistas. Apesar de termos alguma experiência, alguns com mais de 25 anos, o objectivo do Bota Rota é viver, saborear, fotografar, conhecer e não ser um papa-quilómetros!

Espero que, neste espaço, consigamos transmitir toda a nossa diversão em campo e que se divirtam com as nossas vivências, que fazem parte desta curta vida, neste maravilhoso planeta a que chamamos Terra.

Jorge Sousa

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cascata do Arado – Camalhão – Cascata do Arado




13 de Março de 2010

Sábado, 06H00, mais uma caminhada no PNPG com o  “Bando da Cidade sem Lei”.
Desta vez o trilho era bem conhecido do Bota Rota. Um percurso fácil que nos leva ao coração da Serra do Gerês.
Assim, envoltos na boa disposição da malta, lá iniciamos a caminhada na Cascata do Arado, enfrentando a íngreme subida em direcção aos Prados Teixeira. A acompanhar-nos, a única menina do grupo: a Blackie. Devo dizer que, para uma moça daquela idade, não se porta nada mal!...
Algum tempo depois, já se avistavam os Prados Teixeira. Parecem um oásis naquele deserto de pedregulhos. O tapete fofo do pasto, as árvores - carvalhos centenários - espalhadas pelo manto verde, o azevinho que vive em cima do carvalho, a cabana dos pastores com o seu telhado verde, tudo é motivo de admiração para as pessoas que lá vão pela primeira vez. Não me surpreende, sempre lá vou, sinto o mesmo e a minha primeira vez foi há muito tempo.
Depois de uma breve pausa, seguimos para o Prado do Camalhão, este prado não é muito diferente do anterior, no entanto, do outro lado do rio, avista-se um pormenor na paisagem: numa das rochas mais altas, a meio de uma parede lisa, está exposta uma imagem de uma santa.
Após mais um intervalo de contemplação, voltamos para trás, na margem contrária e começamos a subir para este. O sol queimava e a malta (todos com uma costela de metrossexuais e conscientes dos perigos solares) lá ia pondo protector solar na face.
Passamos no Curral das Éguas e seguimos em direcção ao local de partida onde nos esperavam os carros e, nas suas bagageiras, sacos e geleiras cheias de petiscos e bebidas fresquinhas.
Já compostos, a quase a zarpar para as nossas casas, pararam dois carros à nossa frente. Saiu um moço que nos perguntou onde era a ”reserva”… Meios perplexos com a inesperada pergunta, o André lá respondeu que eles estavam no Parque Nacional. Então, veio a segunda pergunta: e onde estão os cavalos selvagens?
-Isso terá que os procurar! respondeu, prontamente o André.
Será que estes moçoilos da cidade pensam que os coitados dos animais estão metidos em jaulas?
Será que pensam que a “reserva” é um jardim zoológico?
Acho que ainda existe muita gente que não sabe o que é isso de áreas protegidas. Esses (poucos e diminutos) maravilhosos locais onde nós, seres humanos, devemos aceitar e não perturbar os demais animais que por ali vivem.
Foi uma agradável caminhada com malta da boa. Aproveito e mando um abraço aos colegas do Bando da Cidade sem Lei e outro aos meus companheiros de sempre nestas aventuras: os Botas!

2 comentários:

  1. Infelizmente existem muitas pessoas com esse nivel de cultura. Pelo menos no que diz respeito à nossa natureza e em especial ao nosso PNG. Pelo menos espero que, estes episodios mais insolitos sirvam para que estas pessoas aprendam alguma coisa sobre a realidade das coisas! Pelo menos dirigem-se ao local e procuram ver, ainda que muitas vezes da forma menos acertada.
    Mais um dia muito bem passado, na companhia habitual.
    Venha a proxima!

    André Neves

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  2. impecavel!! mais um dia bem passado e com gente muito boa.abraço a todos

    bota rota

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